domingo, 31 de julho de 2011

Por vezes, voltamos atrás para percebermos que nunca deveríamos ter saído. Outras, para percebermos onde nunca deveríamos, definitivamente, ter entrado. E outras há que o que nos dizem é que isso de chegar e de partir não faz qualquer ponta de sentido.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

não sei se esta é a minha maneira de atravessar o tempo, ou se é o tempo que se me atravessa desta forma

de qualquer das maneiras, está quente e é preciso não deixar que o gelado se nos derreta nas mãos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Acima de tudo, há que ter o desplante de libertar a verdade.
há qualquer coisa de admirável nas palavras suspensas


nesses fonemas prisão que te amarram a garganta
ao mesmo tempo que se escapam por entre os nervos
e te amordaçam a alma
expandem o delírio
mas tolhem-te a coragem
berram em ti por te quererem mudo






há qualquer coisa de admirável nas palavras suspensas


elas a todos pedem para serem ditas
e a todos competirá dizê-las
para que não nos rendamos surdos à cela que nos servem como vida






há qualquer coisa de admirável nas palavras suspensas
e ela é velha, tão velha, que se calhar nunca chegou a existir