largar as ondas do mar
pousar o sal
do choro do esforço do condimento
largar
largar
alargar
e lutar
porque a luta é na terra
e a viagem é no mar
ao mar o turismo
na terra a hipótese do abismo
o horizonte não é altura não é do tempo
não é firme o sonho denso
e não podemos viver para sempre em contratempo
de nada serve a vertigem sem o firmamento
à luta, pois, à guerra
é que a guerra é cá da terra
e o teu corpo é do momento
mesmo que o desejo que te embala o pensamento esteja noutro alento qualquer
não há remédio
é teu também o filho da puta do tormento
em nós recai a generalidade obtusa de um tempo bruto e lento
fere a todos dói a todos
mas poucos ainda infelizmente ainda assustadoramente poucos
se confrangem de armas em punho
com o punho se defendem do constrangimento
e se armam contra este tempo
sim
desta vez preciso é que saias de casa
do teu apartamento
não
não há desta vez como manter a mente bem à parte do tormento
não é de cima a-penas que verás a porcaria
(por que rio? porque não mar?)
Água vai!
água vai a merda escorre e mesmo que te julgues abrigado o lodo se esfiará entre os teus cabelos vai certamente arranjar maneira de te entrar pela janela e se não te puseres a pau há-de invadir-te todos os orifícios depressa te correrá no sangue e te irrigará todos os órgãos
regar de razão todo este veneno
rasgar a morada deste tempo
sim
é preciso que desta vez te dignes a sair da tua sala
pousar o sal
do choro do esforço do condimento
largar
largar
alargar
e lutar
porque a luta é na terra
e a viagem é no mar
ao mar o turismo
na terra a hipótese do abismo
o horizonte não é altura não é do tempo
não é firme o sonho denso
e não podemos viver para sempre em contratempo
de nada serve a vertigem sem o firmamento
à luta, pois, à guerra
é que a guerra é cá da terra
e o teu corpo é do momento
mesmo que o desejo que te embala o pensamento esteja noutro alento qualquer
não há remédio
é teu também o filho da puta do tormento
em nós recai a generalidade obtusa de um tempo bruto e lento
fere a todos dói a todos
mas poucos ainda infelizmente ainda assustadoramente poucos
se confrangem de armas em punho
com o punho se defendem do constrangimento
e se armam contra este tempo
sim
desta vez preciso é que saias de casa
do teu apartamento
não
não há desta vez como manter a mente bem à parte do tormento
não é de cima a-penas que verás a porcaria
(por que rio? porque não mar?)
Água vai!
água vai a merda escorre e mesmo que te julgues abrigado o lodo se esfiará entre os teus cabelos vai certamente arranjar maneira de te entrar pela janela e se não te puseres a pau há-de invadir-te todos os orifícios depressa te correrá no sangue e te irrigará todos os órgãos
regar de razão todo este veneno
rasgar a morada deste tempo
sim
é preciso que desta vez te dignes a sair da tua sala
Sem comentários:
Enviar um comentário