se calhar toda eu não passo de um mal entendido.
o mais certo é sermos todos um erro de entendimento
ainda assim
aqui estamos
abraçamos o erro todos os dias
e seguimos com a vida porque com a morte não podemos
alguns vão trabalhar
outros não
e há uns que fazem casas
e outros há que se fazem lar
por vezes são os mesmos
por vezes não
abraço o meu erro todos os dias
e o abraço não me deixa dormir
às vezes beijo o teu erro na testa
e corro o engano ao biqueiro
outras não
ainda assim
teimo errar-me continuamente
continuadamente dentro da mesma floresta
há quem lhe chame apego
e quem o pinte consolo
mas eu chamo-me ana
ardo no bosque
e nele vos pinto a todos, ó braços
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