sexta-feira, 25 de março de 2011

não mais. não mais para a frente. não mais para trás. não mais para ficar.
não.
não mais.
por lorpa me tomem se ficar. ou se embora me for.




por lorpa, tudo bem.



mas

mas
por torpe
mas
por trôpega
mas
por atrelada
por encalhada

não me canteis

que quando vos tropeçar o tomar no julgamento


eis que vos direi
simples e somente

bardamerda que vos leve a todos.

a puta da recessão que vos foda.


a vós,
a vós sim,
seus bandoleiros
a vós, sim,
ó imbecis,
ó tachocratas
 seus quadrilheiros onde a vergonha não mora

a vós também

ó tristes donos de uma voz falhada

ó vós para quem o nós é uma chatice

voz vossa pura indolência
qualquer rasgo de força é sempre mera complacência
nesta luta pela subvivência

todos a contribuir afincadamente para a panelinha da eficácia
para o afundamento
para a ignorância

não
não todos

mas demasiados
à espera que abraço os tome em forma de tacho
com toque de veludo

confinados
embrenhados
embrumados dentro do vosso mísero miserável sistema
o nosso nós que a vossa voz não carrega





andamos pois, irmãos meus
andamos pois, ó meus irmãos
há que anos e anos a bradar aos céus
que isto não vai lá nem com contas nem com guizos
e nem os berros altos e nem os largos gritos
nem mesmo se vestidos de sussurros
chegam para derrubar os muros pilares da nossa agonia
moldes cimento e tijolos da vossa apatia



é que no final das contas
eu tenho é problemas de ouvidos
diz que falo sempre muito alto




e nunca ninguém me ouve

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