ofelianamente
wittgensteinianamente
deleuzianamente
sou conduzida
ao suicídio da lógica imanente
à lógica imanente do suicídio
à lógica do suicídio imanente
à lógica da imanência suicida
à imanência suicida da lógica
à imanência da lógica suicida
à imanência lógica do suicídio
ao suicídio imanente da lógica
ao suicídio lógico da imanência
e todas estas excelsas referências
lentamente processadas pelo meu caótico organismo linguístico
precipitam-me numa espécie de animismo prepotente
tradução directa de certa glamourosa potência decadente
de uma sólida virtude cabotina
que nunca se livra da rima por mais que tente
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