espaço público da miséria alheia graficamente encalhada entre o tédio do sujeito digital e a turbulência da objectividade geral
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
still nature #1
ana quieta
anita para os mais amigos
há bem mais de meia hora
ana quieta a mirar o tejo sem ver o rio
sem saber se o que se vive é a obra de arte total ou arte de amor completa
ou nenhuma das duas
se não ambas
ana quieta
ainda pousada
debruçada sobre a velha lâmpada de água
ana quieta que ao ver o rio sonha o mar
e suspende o estéril naufrágio de dois coloridos peixes beta
post-mortem enfrascados em bagaço
e foi um pau
ana só
contra as fronteiras do lago
de inês, o enjoo irrompe para o rio
ana quieta que se deseja em bom porto mareada
mas que entre o buraco e o horizonte possui somente um rio de sobreaviso
seja ele o tempo
ou o infinito
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